sábado, 10 de novembro de 2012

Filosofia da História I (Pedro Süssekind) - 2012.2


Filosofia da História I

Professor: Pedro Süssekind

Ementa
No sistema de Hegel identifica-se uma mudança decisiva em relação ao modo de organizar e mesmo de conceber a Filosofia. Essa mudança pode ser considerada como o ponto culminante de um processo de historização do pensamento filosófico, em curso na Alemanha desde as últimas décadas do século XVIII. O curso abordará os principais momentos, no contexto do pensamento moderno, de consolidação da Filosofia da História como disciplina fundamental para o próprio exercício da reflexão filosófica. Serão analisadas três obras fundamentais da Filosofia da História: Ideias de uma história universal do ponto de vista cosmopolita, de Kant; Lições de Filosofia da História, de Hegel; e Da vantagem e desvantagem da história para a vida, de Nietzsche.

Programa em 4 tópicos:

1) Introdução: A História escrita por filósofos
Referência: Voltaire. A filosofia da história. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
- O contexto do Iluminismo e a secularização do processo histórico.

2) O projeto kantiano

3) A realização hegeliana

 4) A crítica de Nietzsche


Bibliografia principal:
KANT. Idéias de uma história universal do ponto de vista cosmopolita. São Paulo, Brasiliense, 1986
Hyppolite. Introdução à filosofia da história de Hegel. Lisboa, Edições 70, 1995.
HEGEL. Filosofia da História. Brasília, Editora da UNB, 1995.
NIETZSCHE, Friedrich. O nascimento da tragédia. Tradução de J. Guinsburg. Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 1993.
                                     . Cinco Prefácios para cinco livros não escritos. Rio de Janeiro: Editora Sette Letras, 1996.
                                     . Segunda Consideração Intempestiva. Da utilidade e desvantagem da história para a vida. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2003
TODOROV. O espírito das luzes. São Paulo: Barcarola, 2006.
Voltaire. A filosofia da história. São Paulo: Martins Fontes, 2007

Tópicos de Filosofia IV (Pedro Süssekind) - 2012.2


Tópicos de Filosofia IV
2012.2

Professor: Pedro Süssekind

Ementa
O curso terá como tema central a leitura da Odisseia feita por Adorno e Horkheimer no Excurso I da Dialética do Esclarecimento, intitulado “Ulisses ou o mito do esclarecimento”. O tema será desenvolvido segundo duas perspectivas distintas: Em primeiro lugar, apresentarei considerações sobre a recepção da Odisseia no século XX, numa tentativa de situar a interpretação de Adorno e Horkheimer. Em segundo lugar, discutiremos o papel do mito de Ulisses no contexto da Teoria Crítica.

Bibliografia:

ADORNO, Theodor W. & HORKHEIMER, Max. Dialética do Esclarecimento. Rio de Janeiro, Zahar, 1985.
          . “Sobre a ingenuidade épica”, in Notas de literatura I. São Paulo: Editora 34, 2003.


Duarte, Rodrigo. Teoria crítica da indústria cultural. Belho Horizonte: UFMG, 2007.
                       .  Adornos. Nove ensaios sobre o filósofo frankfurtiano: Belo Horizonte, Editora UFMG, 1997.
                       .  “O sublime estético e a tragédia do mundo administrado”, in: O cômico e o trágico. Rio de Janeiro: 7letras, 2008.

Homero. Odisseia. Tradução de Trajano Vieira. São Paulo, Editora 34, 2011.

JAY, Martin. As ideias de Adorno. São Paulo: Cultrix, 1988.

Tópicos de Filosofia V (Cláudio Oliveira) - 2012.2


Tópicos de Filosofia V

O curso será dado com dois orientandos do mestrado, Pedro Oliveira e Juliana Moraes, e dividido em dois sub-cursos: no primeiro, trabalharemos o projeto de pesquisa de Pedro Oliveira sobre a Pura forma da Lei em Giorgio Agamben e Carl Schmitt; no segundo, trabalharemos, dentro do projeto de pesquisa de Juliana Moraes, o capítulo VIII de O Homem sem conteúdo, de Giorgio Agamben, intitulado “Poíesis e Práxis” e a obra de Marx, com a qual o capítulo do livro de Agamben, discute: Os manuscritos-econômicos filosóficos, além de retomar algumas discussões do livro I da Política de Aristóteles, sobre a relação entre poíesis e práxis.

A bibliografia do primeiro sub-curso será fornecida posteriormente por Pedro Oliveira, juntamente com um plano de curso detalhado.
A bibliografia básica do segundo sub-curso é a seguinte:

Giorgio Agamben, O homem sem conteúdo. Belo Horizonte: Autêntica, 2012.
Karl Marx, Manuscritos econômico-filosóficos. São Paulo: Boitempo, 2004.
Aristóteles, Política. Várias edições.

Filosofia Antiga I (Cláudio Oliveira) - 2012.2


História da Filosofia Antiga I

O curso pretende ser uma introdução ao pensamento grego antigo, tomando como fio condutor a passagem do discurso épico ao discurso ontológico (do discurso poético ao discurso filosófico). Teremos 4 pontos de parada fundamentais nesse trajeto, privilegiando textos que estabeleceram entre si alguma forma de diálogo explícito. São eles: a poesia épica de Homero, o Poema de Parmênides, o Tratado do Não-Ser de Górgias e o Sofista de Platão.

Bibliografia
Homero, Ilíada. Traduções de Carlos Alberto Nunes e Haroldo de Campos. Ediouro e Ed34.
Poema de Parmênides. Traduções de José Cavalcante de Souza (Abril Cutural, Coleção os Pensadores) e Sérgio Wrublewski (Os pensadores originários, Ed. Vozes)
Tratado do Não-Ser, Górgias. Traduções portuguesa (Ed. Colibri), tradução Barbara Cassin, em Barbara Cassin, O efeito sofístico. Ed. 34.
Barbara Cassin, Ensaios sofísticos. Edições Siciliano.
Platão, Sofista. Tradução Jorge Paleika e João Cruz Costa. Abril Cutural, Coleção Os pensadores).

Uma bibliografia mais específica será dada ao longo do curso

Filosofia da Linguagem I (Dirk Greinmann) - 2012.2


GFL00036 - FILOSOFIA DA LINGUAGEM I - F1

Professor:       Dirk Greimann
Horário:           segunda-feira, 9–13 h
Sala:                          

Objeto: A Filosofia da Linguagem ocupa-se com os fundamentos da Linguística. A sua tarefa consiste basicamente em explicitar satisfatoriamente os conceitos principais da Linguística tais como “linguagem”, “significado linguístico”, “referência”, “verdade”, “tradução”, “sinonímia”, “analiticidade”, “metáfora”, “atos de fala”, “comunicação”.   
Objetivos: Conhecer os principais problemas e teorias da Filosofia da Linguagem contemporânea; desenvolver habilidades e competências que são típicas do ofício de professor e pesquisador de filosofia.
Metodologia: Na primeira aula de cada semana, será exposto o assunto. Na segunda aula, os alunos farão exercícios de aprofundamento do assunto. Os exercícios visam a desenvolver habilidades e competências que são típicas do ofício de professor e pesquisador de filosofia como, por exemplo, a capacidade de explicitar um problema filosófico ou uma tese ou um argumento filosófico, a capacidade de analisar, interpretar e comentar textos filosóficos e a capacidade de participar de um debate filosófico. 

Avaliações: As avaliações serão realizadas por meio de provas escritas.

Programa:
UNIDADE 1. O que é a Filosofia da Linguagem?
            1. Lingüística Empírica e Filosofia da Linguagem
            2. Filosofia da Linguagem Natural e Filosofia da Linguagem Ideal
            3. As áreas da Filosofia da Linguagem
            4. Os principais problemas da Filosofia da Linguagem
            5. Filosofia da Linguagem e Filosofia Analítica

UNIDADE 2. A semântica de Gottlob Frege
            1. Sentido e referencia
            2. Conceitos como funções
            3. Força assertórica
            4. Contextos intensionais

UNIDADE 3. A teoria das descrições definidas de Bertrand Russell
            1. Símbolos incompletos
            2. Expressões denotativas
            3. Aplicações da teoria


UNIDADE 4. A teoria da verdade de Tarski
            1. A concepção semântica da verdade
            2. O paradoxo da verdade
            3. A definição da verdade

UNIDADE 5. A crítica à semântica de Quine
            1. A base empírica da lingüística
            2. Significado de estimulo
            3. A tese da indeterminação de tradução

UNIDADE 6. Significado como uso: O segundo Wittgenstein
            1. A crítica da concepção da linguagem de Agostinho
            2. Significação, uso e jogos de linguagem
            3. Análise filosófica e semelhança de família


Cronograma:

            14/01/13 - 1ª prova, 1ª chamada
            21/01/13 - 1ª prova, 2ª chamada (precisa atestado)
            25/02/13 - 2ª prova, 1ª chamada
            04/03/13 - 2ª prova, 2ª chamada (precisa atestado)
            11/03/13 - verificação suplementar


Bibliografia


1.) Exposições panorâmicas da Filosofia da Linguagem:

M. Davies, “Filosofia da Linguagem”, em: Nicholas Bunnin e E.P. Tsui-James (org.), Compêndio de Filosofia, São Paulo, Edições Loyola, 2002, capítulo 3.
Carlo Penco: Introdução à Filosofia da Linguagem, Petrópolis: Editora Vozes,2006

2.) Textos clássicos da Filosofia da Linguagem:

G. Frege, “Sobre sentido e referência”, em: G. Frege, Lógica e Filosofia da Linguagem, São Paulo: Editora Cultrix, 1978.
G. Frege, “O pensamento”, em: G. Frege, Investigações Lógicas, Edipucrs, Porto Alegre, 2002.
G. Frege, “Função e conceito”, em: G. Frege, Lógica e Filosofia da Linguagem, São Paulo: Editora Cultrix, 1978.
W.V.O. Quine, “Two Dogmas of Empiricism” em: W.V.O. Quine, From a Logical Point of View, New York: Harper Torchbooks, 1953, pp. 20-46. 
W.V.O. Quine, Palavra e Objeto, Editora Vozes, Petrópolis, 2010.
B. Russell, “Da denotação”, em: Os pensadores, São Paulo, Victor Civita, 1975, Vol. 42.
A. Tarski, O conceito de verdade nas linguagens Formalizadas, em: A. Tarski, A concepção semântica da verdade, org. por C. Mortari e L.H. Dutra, São Paulo, UNESP, 2006.
L. Wittgenstein, Investigações Filosóficas, Vozes, Petrópolis: Vozes, 1998

Filosofia Antiga II (Fernando Muniz) - 2012.2



FILOSOFIA 2012/2
HISTÓRIA DA FILOSOFIA ANTIGA II
Fernando Muniz
  
I. Disciplina: GFL 00045 – História da Filosofia Antiga II
II. Horário: Terça-feira (11h – 13h) e quinta-feira (11h – 13h)
III. Local:
IV.  Resumo: Leitura do Sofista de Platão.  O diálogo encena o combate entre o Filósofo e o Sofista, o Verdadeiro e o Falso, estabelecendo-se simultaneamente como pilar e ponto de partida para as aventuras ontológicas da Filosofia Ocidental.
V. Plano do curso:
Primeira parte: Drama e Dialética: O Estrangeiro de Eleia caça o Sofista. Método de divisão e perseguição conceitual (206a-231b)
Segunda parte: As Imagens e o Falso: Simulacros e Fantasmas (231b-239c).
Terceira parte: O Parricídio e o Não Ser: Parmênides deve morrer? (239c-245e)
Quarta parte: Batalha de Deuses e Gigantes: os Filhos da Terra e os Amigos das Formas (245c-251a)
Quinta parte: A Trama Ontológica das Formas: os Grandes Gêneros. O Tecido do Discurso Falso (251a-268d).

VI. Avaliação: Prova escrita e seminário.
VII. Bibliografia básica:
PLATÃO. Sofista. Trad. Carlos Alberto Nunes (para ser revista). (Opção: Os Pensadores)
PLATÃO: Ed. BURNET. OXFORD.
CORNFORD, F. Teoria Platonica do Conocimiento. Barcelona:  Paidós, 2007.
GUTHRIE: W. C. Historia de la Filosofia Griega. Madrid: Gredos, 1992
IGLESIAS, M. A relação necessária entre a primeira e a parte central do Sofista de Platão. Boletim CPA 15, pp.  143-156
_________. A relação entre o não ser como negativo e o não ser como falso no Sofista. O que nos faz pensar 11,  pp. 233-246
_________. Relação entre sensível e inteligível: methexis ou mimesis? in PERINE, M. Estudos platônicos. SP: Loyola, 2009, pp. 91-112
GILL, M. L.  Philosophos: Plato´s Missing Dialogue. Oxford Press, 2012.

Teoria do Conhecimento I (Fernando Ribeiro) - 2012.2



Teoria do conhecimento I
Professor - Fernando Ribeiro

Plano de curso

Este curso se pretende uma apresentação geral contrastada das principais orientações filosóficas em teoria do conhecimento.  Tomando como ponto de partida o livro A Ciência física e a realidade, de Robert Blanché,  serão analisadas em seus pressupostos mais fundamentais, três concepções acerca da relação entre A física como corpo teórico e O físico, como domínio da experimentação:
- o realismo da coisa em si, por “detrás” da aparência;
- o fenomenismo que assume a aparência como a única realidade;
- o idealismo matematista, que põe em destaque o caráter construtivo da ciência.

Bibliografia: A ciência física e a realidade, de Robert Blanché, tradução do professor.

História da FIlosofia Medieval II (Paulo Faitanin) - 2012.2


História da Filosofia Medieval II (Paulo Faitanin)
1. Informações:
1.1. Departamento: Departamento de Filosofia (GFL)
1.1. Disciplina: História da Filosofia Medieval II (GFL00048 – 2.2012)
1.2. Professor: Dr. Paulo Faitanin
1.3. Horário e Local: Terças e Quintas (9h – 11h)
1.4. Descrição: A disciplina História da Filosofia Medieval II analisará o desenvolvimento
sistemático do Período Patrístico. O encontro da Filosofia Helênica com o Cristianismo.
Principais pensadores e temas, métodos, formação de escolas, itinerários, influências e
questões. Leitura crítica de textos e análises dos pontos cruciais deste período.
2. Programa:
2.1. Apresentação.
§ 1. Definições: o que é Patrística?
§ 2. Marcos: início e fim da Patrística.
§ 3. Espaço: A Patrística Oriental e a Patrística Ocidental – encontros e desencontros?
2.2. A Filosofia Helênico-Patrística.
§ 1. Justino: o passeio na praia, a filosofia e o martírio.
§ 2. Clemente de Alexandria: o tapete e a gnose cristã.
§ 3. Orígenes: o drama cósmico e a restauração de tudo.
§ 4. Gregório de Nazianzo: o homem e a filosofia.
§ 5. Basílio Magno: A natureza.
§ 6. Gregório de Nissa: A linguagem humana.
§ 7. Dionísio Pseudo-Areopagita: O conhecimento de Deus pela fé reverente.
§ 8. João Damasceno: O conhecimento.
2.3. A Filosofia Patrístico-Latina.
§ 1. Tertuliano: A condenação da filosofia.
§ 2. Agostinho de Hipona: o reflexo do eterno.
§ 2.1. Confissões: tarde Te amei ó Beleza infinita!
§ 2.2. O Livre Arbítrio: o apanágio da natureza humana.
§ 2.3. A imortalidade da alma: de que adiantaria buscar o eterno se a alma fosse mortal?
§ 2.4. A Cidade de Deus: dois amores, duas cidades.
§ 3. Boécio: o consolo da Filosofia.
§ 3.1 A pessoa: substância individual de natureza racional.
§ 3.2. A Trindade: como um só Deus ao mesmo tempo é três?
3. Avaliação: O aluno será avaliado mediante duas provas discursivas. A nota final será a média
aritmética das notas obtidas em cada uma das provas.
4. Bibliografia:
BOEHNER, P., GILSON, E. História da Filosofia Cristã. Petrópolis: Vozes, 1995.
DE LIBERA, A. A Filosofia Medieval. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1990.
_____. A Filosofia Medieval. São Paulo: Edições Loyola, 1998.
GILSON, E. A Filosofia na Idade Média. São Paulo: Martins Fontes, 1995.
_____. O Espírito da Filosofia Medieval. São Paulo: Martins Fontes, 2006.
KENNY, A. Filosofia Medieval. São Paulo: Edições Loyola, 2008.
MCCRADE, A. S. (org.) Filosofia Medieval. Aparecida: Idéias & letras, 2008.
SARANYANA, J. A Filosofia Medieval. São Paulo: IBFCRL, 2006.