sábado, 10 de novembro de 2012
Filosofia Medieval I (Paulo Faitanin) - 2012.2
História da Filosofia Medieval I (Paulo Faitanin)
1. Informações:
1.1. Departamento: Departamento de Filosofia (GFL)
1.2. Disciplina: História da Filosofia Medieval I (GFL00028 – 2.2012)
1.3. Professor: Dr. Paulo Faitanin
1.4. Horário e Local: Terças e Quintas (7h – 9h)
1.4. Descrição: A disciplina História da Filosofia Medieval I analisará o desenvolvimento
sistemático teórico, espaço-temporal do Pensamento Medieval. Seu início, apogeu e declínio.
Períodos, expoentes, temas, debates, métodos, escolas, itinerários, influências e questões.
Leitura crítica de textos e análises dos pontos cruciais destes período.
2. Programa:
2.1. Apresentação.
§ 1. Definições: História da Filosofia Medieval – o que é?
§ 2. Marcos: início e fim da Filosofia medieval – mil anos de obscurantismo?
§ 3. Espaço: Ocidente e Oriente – o que de fato os unem e os separam na Filosofia
medieval?
2.2. Elementos de Filosofia Especulativa.
§ 1. Cosmologia: há uma ordem no universo? A questão da matéria primeira.
§ 2. Antropologia: o que é o homem? O tema da união de alma e corpo.
§ 3. Gnosiologia: é possível conhecer a realidade? O debate entre o realismo e o ceticismo.
§ 4. Lógica: há uma ordem no discurso mental? A recepção da lógica aristotélica e a
proposição de uma lógica terminista.
§ 5. Linguagem: é possível comunicar o que se conhece? O problema do sentido, significado
e referência e suas perspectivas de univocidade, equivocidade e analogicidade.
§ 6. Metafísica: qual é o segredo do ser? O problema do ser, da essência, da substância e
acidentes.
§ 7. Teologia Natural: é possível provar a existência de Deus? O debate entorno a existência
e a onipotência divina.
2.3. Elementos de Filosofia Prática.
§ 1. Ética: o que é a virtude? O discurso moral como uma proposta de ética das virtudes.
§ 2. Política: o que é governar? As duas cidades e os dois governos: régio terreno e régio
divino.
§ 3. História: o presente é a projeção do passado e o futuro é a projeção do presente? A
questão da continuidade temporal e o discurso da ruptura tempo-espacial.
§ 4. Religião: é possível viver sem religião? O tema das três grandes religiões e suas relações
com a filosofia: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo.
§ 5. Pedagogia: qual é o ofício do mestre? A formação de Escolas e Universidades como
resultado do desenvolvimento de métodos de ensino e aprendizagem.
§ 6. Cultura: o que fundamenta uma cultura? A identidade cultural medieval – terra, língua,
costumes e religião.
§ 7. Estética: o que é o belo? As diversas manifestações do belo nos diferentes ofícios dos
artífices e intelectuais.
3. Avaliação: O aluno será avaliado mediante duas provas discursivas. A nota final será a média
aritmética das notas obtidas em cada uma das provas.
4. Bibliografia:
BOEHNER, P., GILSON, E. História da Filosofia Cristã. Petrópolis: Vozes, 1995.
DE LIBERA, A. A Filosofia Medieval. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1990.
_____. A Filosofia Medieval. São Paulo: Edições Loyola, 1998.
GILSON, E. A Filosofia na Idade Média. São Paulo: Martins Fontes, 1995.
_____. O Espírito da Filosofia Medieval. São Paulo: Martins Fontes, 2006.
KENNY, A. Filosofia Medieval. São Paulo: Edições Loyola, 2008.
MCCRADE, A. S. (org.) Filosofia Medieval. Aparecida: Idéias & letras, 2008.
SARANYANA, J. A Filosofia Medieval. São Paulo: IBFCRL, 2006.
Estética I (Vladimir Vieira) - 2012.2
INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E FILOSOFIA
DEPARTAMENTO DE FILOSOFIA
DISCIPLINA: ESTÉTICA I (GFL00034)
TURMA: F4
PROFESSOR: VLADIMIR VIEIRA
OBJETIVO
O curso tem por objetivo apresentar, a partir de análises da Crítica da faculdade de julgar kantiana, o surgimento da estética tomada como disciplina filosófica autônoma no período moderno.
PROGRAMA
1. O surgimento da estética como disciplina filosófica autônoma.
2. Características da tradição moderna do debate estético. A estética como uma investigação sobre representações no sujeito. As questões do belo e do sublime.
3. A contribuição do classicismo francês para a questão do sublime.
4. O debate moderno inglês sobre belo e sublime.
5. Kant e a sistematização do debate estético na Crítica da faculdade de julgar.
BIBLIOGRAFIA
KANT, I. Crítica do juízo. Tradução de Valerio Rohden e António Marques. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1995.
KANT, I. Duas introduções à Crítica do Juízo. Organização de Ricardo Terra. Traduções de Rubens Torres Filho, Carlos A. Marques Novaes, Herbert Bornebusch, Márcio Suzuki, Marcos S. Nobre, Moacyr A. Novaes Filho, Ricardo R. Terra e Ruth P. Duarte Lanna. São Paulo: Iluminuras, 1995.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
ABRAHMS, M. H. The mirror and the lamp. Oxford: Oxford University Press, 1971.
ADDISON, J. “The Pleasures of Imagination”. In: The Spectator, v. VI. London: Dent, 1898, ns. 411-421, pp. 56-96.
BOILEAU, N. “Traité du sublime”. In: ______. Oeuvres Complètes. Paris: Belles Lettres, 1942.
BURKE, E. Uma investigação filosófica sobre a origem de nossas idéias do sublime e do belo. Tradução de Enid Abreu Dobránszky. Campinas: UNICAMP, 1993.
AVALIAÇÃO
Duas provas discursivas realizadas em sala de aula. A nota final será a média aritmética das notas obtidas em cada uma das provas.
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Lógica Clássica (Danilo Marcondes) - 2012.2
Universidade Federal Fluminense – Departamento de
Filosofia
Disciplina: Lógica Clássica
Período: 2.2012
Professor: Danilo Marcondes
Programa
Objetivos:
O
curso consistirá em uma introdução à lógica clássica, examinando seu lugar como
disciplina filosófica, seus antecedentes e seu surgimento com a teoria
aristotélica do silogismo. Examinaremos também a discussão em torno da noção de
prova ou demonstração lógica e dos usos da lógica na formulação de argumentos.
Tópicos:
- O que é lógica? A lógica como ontologia, como psicologia e como teoria das linguagens formais.
- Categorias e classificação: a diairesis platônica (Sofista), a teoria aristotélica das categorias e a árvore de Porfírio.
- Signo, sentença e proposição.
- Construção de argumentos e dedução. Tipos de argumentos. O que é uma prova ou demonstração.
- A teoria aristotélica do silogismo. Regras lógicas: a lei da identidade, o princípio da não-contradição e a lei da transitividade. Inferência e dedução.
- Paradoxos, dilemas e falácias.
- A crítica aos pressupostos da lógica clássica: Os tropos de Agripa de Sexto Empírico.
- Indução e argumentos indutivos.
Metodologia:
Aulas expositivas sobre os
tópicos indicados. Exercícios sobre demonstração e silogismo visando a
familiarização com este método. Prova final sobre a matéria dada.
Bibliografia Básica: (a ser complementada ao longo do curso)
Carnielli, Walter, Pensamento Crítico: o poder da lógica e da
argumentação. Campinas, Unicamp, 2009.
Kneale, William & Martha,
O desenvolvimento da lógica, Lisboa,
Gulbenkian, 1980, 2ª.ed.
Margutti Pinto, Paulo, Introdução à Lógica Simbólica,
B.Horizonte, Ed.UFMG, 2006.
Mortari, Cézar, Introdução à Lógica, São Paulo, UNESP,
2001.
Tugendhat, Ernest &
Úrsula Wolf, Propedêutica
Lógico-Semântica, Petrópolis, Vozes, 1997.
Filosofia da Comunicação (Carla Rodrigues) - 2012.2
GFL00083 - FILOSOFIA DA COMUNICAÇÃO
Segundas, 14h/18h
Prof. Carla Rodrigues
A partir da leitura do texto “Esporas
– os estilos de Nietzsche”, do filósofo franco-argelino Jacques Derrida, o
curso pretende refletir sobre o problema do estatuto precário da verdade e sua
articulação, no pensamento de Nietzsche, com a questão da linguagem e com o
estilo de escrita. Derrida faz parte de um amplo movimento de recepção
do filósofo alemão na França dos anos 1960/1970. São interpretações de
Nietzsche que Alan D. Schrift (2006) divide em dois grandes grupos. No
primeiro, Derrida estaria ao lado de autores como Michel Foucault, Sara
Kaufman, Philippe Lacoue-Labart e Bernard Pautrat. São leituras voltadas para a
questão do estilo do discurso filosófico e para a forma literária de
apresentação das questões filosóficas, que fazem parte, ainda segundo Schrift,
de três importantes temas então dominantes no pensamento francês: a
desconfiança em relação à hermenêutica, a reflexão sobre a natureza da
linguagem, e a crítica ao humanismo metafísico. A ênfase na questão do estilo
articularia o conteúdo do pensamento de Nietzsche com a forma de apresentação
das suas ideias. Para estes autores, pensar sobre o estilo de escrita de
Nietzsche passa a ser tão importante quanto pensar sobre o que ele
escreve. O segundo grupo de leitores franceses de Nietzsche, do qual fazem
parte novamente Derrida, mas também Foucault, Deleuze e Jean-François Lyotard,
privilegiam temas como a ênfase na interpretação – que em Nietzsche, como em
Derrida, é sempre um ato de força –, a crítica ao pensamento binário – que
percorrerá toda a obra de Derrida –, a ligação entre poder e conhecimento, e a
necessidade de julgar diante da ausência de critério. O objetivo do curso é
partir de Nietzsche para se desdobrar na leitura que Derrida fez de Nietzsche.
Bibliografia principal
DERRIDA, J.Esporas: os estilos de
Nietzsche. Tradução de Rafael Haddock-Lobo e Carla Rodrigues. Rio de Janeiro :
NAU Editora, 2013 (prelo).
________. Éperons – les styles de
Nietzsche. Paris : Flamarion, 1978.
________Spurs – Nietzsche’s styles.
Chicago : Chicago Un. Press, 1979.
Bibliografia complementar
BLONDEL,
Eric. “As aspas de Nietzsche: filologia e genealogia”. Tradução de Milton
Nascimento. In: MARTON, Scarlett (Org.). Nietzsche hoje? O colóquio de
Cerisy. São Paulo: Brasiliense, 1985.
DELEUZE, Gilles. Nietzsche
et la philosophie. Paris: Presses Universitaires de France,
1962.
______. Nietzche e a
filosofia. Tradução de Edmundo Fernandes Dias e Ruth Joffily Dias. Rio de
Janeiro: Ed. Rio, 1976.
HEIDEGGER,
Martin. Nietzsche.
Tradução de Marco Antônio Casanova. Rio de Janeiro: Forense Universitária,
2007. v. I.
______. Nietzsche. Tradução de Marco Antônio
Casanova. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2008. v. II.
KOFMAN, Sara. Nietzsche
et la métaphore. Paris:
Payot, 1972.
NIETZSCHE, F. “Introdução teorética sobre a verdade e a
mentira no sentido extra-moral (verão de 1873)”. IN: O livro do filósofo.
Tradução Rubens Eduardo Ferreira Frias. São Paulo : Centauro, 2004.
______. Ecce Homo. Tradução de Paulo César de Souza.
São Paulo: Cia. das Letras, 1995.
______. Genealogia da moral. Tradução de Paulo César
de Souza. São Paulo: Cia. das Letras, 1998.
______. A gaia ciência. Tradução de Paulo César de Souza.
São Paulo: Cia. das Letras, 2001.
______. Aurora: reflexões sobre os preconceitos
morais. Tradução de Paulo César de Souza. São Paulo: Cia. das Letras, 2004.
______. Além do bem e do mal. Tradução de Paulo César
de Souza. São Paulo: Cia. das Letras, 2005a.
______. Humano, demasiado humano. Tradução de Paulo
César de Souza. São Paulo: Cia. das Letras, 2005b.
______. Crepúsculo dos ídolos. Tradução de Paulo
César de Souza. São Paulo: Cia. das Letras, 2006a.
______. Assim falou Zaratustra. Tradução de Mário da
Silva. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006b.
NUNES, Benedito. O Nietzsche de Heidegger. Rio de
Janeiro: Pazulin, 2000.
SCHRIFT, Alan
D. “Nietzsche’s French Legacy”. IN: MAGNUS, B. e HIGGINS, K. (orgs). The
Cambridge Companion to Nietzsche. Cambridge Press, 2006.
________. Nietzsche and the question
of interpretation. NY/Londres : Routledge, 1990.
VATTIMO, Gianni. O fim da modernidade – niilismo e
hermenêutica na cultura pós-moderna. Tradução de Eduardo Brandão. São Paulo:
Martins Fontes, 2002.
_________. Diálogo com Nietzsche.
Tradução Silvana Leite. São Paulo: Martins Fontes, 2010.
Filosofia Contemporânea I (Carla Rodrigues) - 2012.2
GFL00030 -
HISTORIA DA FILOSOFIA CONTEMPORANEA I
Sexta-feira, 9h/13h
Prof. Carla Rodrigues
A partir da leitura de “Verdade e
mentira em um sentido extra-moral”, texto do jovem Nietzsche (1873), o curso
pretende refletir sobre o problema da linguagem como expressão da verdade.
Trata-se de discutir, com Nietzsche e em Nietzsche, o estatuto da metáfora no
pensamento filosófico, o privilégio do conceito, e o lugar da criação.
Pretende-se ainda abordar a estratégia nietzscheana de suspensão da verdade
entre aspas.
Bibliografia principal
NIETZSCHE, F. “Introdução teorética sobre a verdade e a mentira no
sentido extra moral (verão de 1873)”. IN: NIETZSCHE, F. O Livro do Filósofo.
Tradução de Rubens Eduardo Ferreira Frias. São Paulo : Centauro Editora, 2004.
Bibliografia complementar
BLONDEL, Eric. “As aspas de
Nietzsche: filologia e genealogia”. Tradução de Milton Nascimento. In: MARTON,
Scarlett (Org.). Nietzsche hoje? O colóquio de Cerisy. São Paulo:
Brasiliense, 1985.
CALOMENI, Tereza. Breves notas
sobre a crítica nietzschiana da consciência e da linguagem. cadernos Nietzsche
28, 2011
DERRIDA, Jacques. Esporas - os estilos de Nietzsche. Tradução Rafael
Haddock-Lobo e Carla Rodrigues. Rio de Janeiro : NAU Editora, 2012 (prelo).
FERRAZ, Maria Cristina. Nove
variações sobre temas nietzschianos. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 2002.
FOUCAULT, M. A verdade e as formas jurídicas. Rio de Janeiro : NAU
Editora, 2002, terceira edição.
KOFMAN, Sara. Nietzsche et la métaphore. Paris: Payot, 1972.
MACHADO, Roberto. Nietzsche e a verdade. Rio de Janeiro:
Graal Editora, 2002.
NEHAMAS, Alexander. Nietzsche, life as literature. Cambridge and
Londres: Harvard University Press, 1999.
SUAREZ, Rosana. Nietzsche e a
linguagem. Rio de Janeiro: 7Letras, 2011.
quinta-feira, 15 de março de 2012
sábado, 3 de março de 2012
Substituição do programa de Filosofia Política I
A coordenadora Prof. Tereza Calomeni enviou hoje um novo programa para a disciplina Filosofia Política I, que será ministrada agora pela Prof. Carla Rodrigues. Ele está disponível aqui.
FILOSOFIA POLÍTICA I
FILOSOFIA POLÍTICA I
quinta-feira, 1 de março de 2012
Antropologia Filosófica (Carlos Diógenes Tourinho - Dept. de Educação) - 2012.1
Universidade Federal Fluminense – UFF
Faculdade de Educação – FEUFF
Departamento de Fundamentos Pedagógicos – SFP
Disciplina: Tópicos Especiais em Filosofia da Educação
Professor: Carlos Diógenes C. Tourinho
1º Semestre de 2012 – Quinta-feira / 14:00 hrs às 18:00 hrs.
Ementa: As transformações produzidas pela Revolução Científica do século XVII. O
método experimental das ciências naturais. O processo de naturalização do “espírito”.
A psicofísica do século XIX e o surgimento do projeto científico da Psicologia.
O problema metafísico das relações entre o corpo e o espírito. A especificidade
do “espírito” na filosofia de Henri Bergson: Consciência, Memória e Duração. A
espacialização ilegítima da duração interior de nossa vida consciente. Sobre a relação
entre o espírito e o corpo: dependência X solidariedade. Implicações da crítica de
Bergson para o campo da Educação: modelo positivista X modelo espiritualista.
Reedição do projeto da naturalização do espírito no século XX: Neurociências e I.A.
Atualidade da crítica de Bergson e suas relações com a Educação.
Bibliografia:
Bergson, H. Ensaio sobre os dados imediatos da consciência. Lisboa: Edições 70,
([1887] 2008).
Boring, E. G. & Herrnstein, R. J. Textos Básicos de História da Psicologia. São Paulo:
Editora da Universidade de São Paulo, 1971.
Gottschall, C. A. M. Do Mito ao Pensamento Científico. São Paulo: Editora Atheneu,
2003.
Tourinho, C. D. C. “Memória, Duração e Consciência no pensamento de Henri
Bergson”. In: Tourinho, C. D. C. & D’Angelo, M. Margens do Contemporâneo. Rio de
Janeiro: Booklink/ EDUFF, 2008.
Trevisan, R. M. Bergson e a Educação. São Paulo: Unimep, 1995.
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